Anta de Agualva

 

A Anta de Agualva é um monumento pré-histórico que também é conhecida como Sepulcro do Carrascal. Este monumento megalítico que tem cerca de 5000 anos, terá sido um cemitério ou câmara funerária, neste local foram encontrados ossos humanos, que pelos estudos feitos são da altura do Neolítico do 4º Milénio A.C.
Podes visitá-la no Jardim da Anta em Agualva, Vê AQUI mais informações sobre este jardim!

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... esta anta foi considerada Monumento Nacional em 1910? É verdade, foi classificado Monumento Nacional pelo IPPAR em 16 de Junho de 1910.

Onde fica?
Morada:

Rua Anta de Agualva (frente ao nº 28)
2735-579 Agualva-Cacém

Vamos descobrir mais em família, lendo em conjunto

 

Sobre

A Anta de Agualva, também conhecida como Sepulcro do Carrascal, encontra-se implantada numa pequena elevação, em contexto urbano, próximo do Bairro da Anta e no meio de um amplo terreno ajardinado.

A sua estrutura é composta por sete esteios verticais ainda in situ embora bastante fragmentados, compondo uma câmara poligonal diferenciada da zona de corredor composta por três esteios. Foram também identificados três grandes blocos que poderão corresponder aos fragmentos da antiga laje de cobertura.

No local foram exumados parcos fragmentos arqueológicos tais como ossos humanos e pequenas lâminas, normalmente de forma descontínua, dois trapézios e um fragmento de lâmina espessa bem retocada (BOAVENTURA, 2009, pág. 73). Este material arqueológico encontra-se hoje depositado no Museu Geológico do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG).

Os artefactos recolhidos, bem como as datações de radiocarbono recentemente obtidas permitem atribuir a construção/utilização deste monumento ao Neolítico Médio/Final (meados/finais do 4º Milénio a.C.). Num momento posterior, 2ª metade do 3º milénio, ou já no segundo milénio, é realizado um depósito eventualmente funerário no corredor (BOAVENTURA, 2009, pág. 73).
 
História

A Anta de Agualva, prevê-se que tenha a sua origem no período Calcolítico Inicial, entre 2700/2500 e 2300 A.C..
Foi identificada, pela primeira vez, em 1875 pelo engenheiro militar e geólogo Carlos Ribeiro que procedeu a uma escavação do sítio tal como em outras estações pré-históricas que identificou.

Cerca de setenta anos mais tarde, em 1944, Georg e Vera Leisner elaboram uma nova planta do monumento registando uma realidade semelhante à dos finais do século XIX mas assumindo a existência de uma colina tumular significativa.

Em 1958 o monumento é igualmente escavado por Veiga Ferreira.

A conservação deste monumento apresentou sempre problemas relacionados com a falta de manutenção (limpeza do mato) e com a pressão urbanística que se verifica em todo este território.

Em 1994 o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas realizou um conjunto de ações de salvaguarda do monumento, incluindo uma limpeza da área, o registo das estruturas e a estabilização dos esteios que apresentavam uma maior inflexão.

Mais tarde, em 2004, é inaugurado um espaço verde, denominado "Jardim da Anta", ficando o monumento integrado neste arranjo paisagístico.

Em 2017, por iniciativa da Câmara Municipal de Sintra, procedeu-se a trabalhos de conservação, restauro e musealização do monumento, incluindo um circuito de observação.

Ana Teresa Henriques e Maria Ramalho/DGPC/2018

Fonte: ficha do DGPC - Direção-Geral do Património Cultural