Palácio Nacional de Sintra

 
Este palácio é um autêntico livro em pedra da História de Portugal.
Um livro com muitas memórias, muitas delas com os reis que aí fizeram as principais obras, D. João I e D. Manuel I e outras que sabemos terem acontecido, mas não existem certezas de datas. Aqui terá havido, por exemplo, um palácio dos governantes muçulmanos, os chamados Wállis. Al-Bacr referiu-se a ele quando fala dos “dois castelos” de Sintra. Mas o essencial do que conhecemos hoje, são construções ordenadas pelos dois reis portugueses mencionados acima.
 
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Um desenho para colorir

 
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Na secção "Desenhos para colorir" tens vários desenhos do Palácio Nacional de Sintra para pintar.

... este é o único palácio real medieval que chegou até aos nossos dias. “O Paço Real de Sintra é, assim, o grande monumento que cresce na Vila medieva e lhe centua o caráter” Vitor Serrão (1987). Grande parte do encanto da Vila de Sintra se deve a este palácio medieval, o Palácio Nacional de Sintra.

Onde fica?
Morada:
Situado no centro histórico da Vila de Sintra

Palácio Nacional de Sintra
Terreiro Rainha Dona Amélia
2710-616 Sintra 

Telefone:
+351 219 106 840

Sítio na Web:
www.parquesdesintra.pt

E-mail:
geral.pnp@parquesdesintra.pt

Vamos descobrir mais em família, lendo em conjunto

Excerto de texto sobre o palácio da autoria de Ana Maria Arez Romão e Brito Correia, retirado da publicação “Palácio Nacional de Sintra” (1994)

O antigo Paço Real domina visualmente, desse há séculos, a Vila de Sintra, tendo-se criado entre os dois tão estreita relação que é conhecido por Palácio da Vila. As construções que hoje vemos, situadas no local designado por Chão de Oliva, assentam muito provavelmente nas fundações da antiga residência dos wállis muçulmanos.
(…)
Construído entre a planície e a serra, o Paço causa no visitante uma enorme e agradável surpresa, qualquer que seja o seu lugar de observação.
(…)
 
Se nos restam dúvidas quanto à datação das primeiras construções, certo é, porém, que em 1281 o Rei D. Dinis lembra num documento aos mouros forros de Colares, vila vizinha de Sintra, a sua obrigação de renovarem e restaurarem as casas reais, segundo a tradição, referindo mesmo os "mea palácio de oliva". Sabendo-se nós que o nome antigo dado ao centro da vila velha era Chão de Oliva, conclui-se que já existia um palácio anteriormente a D. Dinis (1279-1325), mas, o problema da data de construção continua ainda por resolver. Desde os inícios da nacionalidade portuguesa que a velha alcáçova pertenceu sempre à coroa portuguesa, excetuando um curto período de tempo, em 1385, em que foi doada ao conde D. Henrique Manuel de Vilhena. Após a crise de 1383-85, o Paço volta à posse da coroa e D. João I irá empreender grandes obras, muito provavelmente concebidas pelo seu arquiteto, mestre Garcia de Toledo, artista mudéjar que teria levantado o corpo central e as chaminés cónicas.
(…)
Se o Palácio já era notável com o seu carácter gótico-mudéjar, o rei D. Manuel I vai mandar implantar no ponto mais ocidental (…), uma torre com a Sala de D. Afonso V e com a Sala dos Brasões, ou das Armas, bem como uma importante ala, a ala manuelina, situada no ponto mais oriental. Nestas duas edificações poderemos observar o gosto manuelino em construções civis das quais poucas perduram.
A segunda metade do século XVI vê aparecer uma construção de forte inspiração italiana na escada de caracol que conduz à Sala dos Archeiros, bem como nas colunas do eirado da Sala de D. Manuel I e do eirado da Sala dos Cisnes.
Assim, com as obras dos séculos XIV, XV e XVI, ficam definidas as mais importantes construções do Paço, no qual se conjugaram harmoniosamente o gosto gótico-mourisco, o manuelino e o italianizante.