Conhece a História da Volta do Duche?

 
Se há pedaços de poesia espalhados por Sintra, um deles é esse icónico passeio que fazemos entre os bairros da Vila Velha e a Estefânia, quer debaixo da chuvinha tão característica do nosso clima, quer por entre os raios de sol que iluminam os passeios povoados de turistas, vendedores disto e daquilo, e as magníficas esculturas de artistas contemporâneos, temporariamente expostas na Volta do Duche.

Chamada "Duche" porque, por razões de higiene pública, foi criado em 1838 pelo Dr. Bernardino da Silveira e Castro um estabelecimento de banhos púbicos que só foi encerrado em 1908.

Porém, esta artéria foi, ao longo do século XX, tendo outras designações, tais como: Rua Elias Garcia (após a implantação da República) e alameda Marechal Carmona, quando em 1937 foi inaugurado o Parque da Liberdade (então Salazar).

Em meados do século passado, foram feitas obras de alargamento da via que sacrificaram edifícios como a Abegoaria Municipal, a Pensão Nova Lisboa e a Casa dos Limoeiros, redefinindo o novo traçado da rua. Só após a Revolução de Abril readquiriu o seu nome popular original.

A origem do seu nascimento remonta à chegada do Caminho-de-Ferro, em 1887, altura em foi procurada uma alternativa à ligação entre o velho e o novo bairro de Sintra, que se fazia pelo rio do Porto.

A nova via foi aberta numa zona anteriormente coberta de arvoredo, conhecida por Quinta do Duche.

Uma última referência para o velhinho elétrico que nos leva à Praia das Maçãs, e que, nascido em 1904, ligou a estação de comboios à Vila Velha, até 1958.

Parava na praça da República, em frente ao antigo Hotel Costa (agora Posto de Turismo) e deveria proporcionar um passeio inesquecível pela Volta do Duche.