Excertos literários

Absinto

Abandonado à minha praia, ao meu jardim de infância, à minha pedra, à volúpia de beijar a terra num ritual totémico. Monserrate flutua nas fotografias. Lá jazo nas tardes perto dos grandes ecos maternos cantados por lord byron no vale de galamares. De lá sou prisioneiro.

De vez em quando era necessário ir a sintra ou algures…

Vestiam-se os fatos de domingo e ouvia-se ao longe «in the court of the crimson king» que descia a encosta a rebolar.

Recordo hoje essa volúpia infeliz…

Cynthia…

 

Alexandre Vargas

Vento de Pedra

Anno Domini 1348

Anno Domini 1348

«Em nome de Deus, amen. Saibam todos quantos este testamento virem, como eu, João Lourenço, tabelião nesta vila de Sintra, em outro tempo filho de Lourenço Peres e marido de Branca Vicente, que a ambos Deus perdoe, estando são de mente e jazendo doente deste mal de peste em meu leito, sabendo prestes o dia da minha morte, faço e ordeno este testamento, para bem e direitamente a minha vontade cumprida seja.»

Viagem a Portugal

Viagem a Portugal

Todos os caminhos vão dar a Sintra. O viajante já escolheu o seu. Dará a volta por Azenhas do Mar e Praia das Maçãs, espreitará primeiro as casas que descem a arriba em cascata, depois o areal batido pelas

À Memória de António Nobre e de Cesário Verde

À Memória de António Nobre e de Cesário Verde

Eu comi uma inglesa.

Foi em Sintra. Era feriado.

Com esparregado e essa tinta

mint-sauce. Em português,

Manhãs de Infância

Manhãs de Infância

Ter-te nas mãos em concha ó Serra

de Sintra verde pomba mansa de heras

manhãs de infância hibernadas

pitósporo a exalar primaveras

Sintra Azul-Lunar

Sintra Azul-Lunar

sim

perguntas-me

e eu respondo-te

querida deusa

Excerto de "El Rei Junot"

Excerto de "El Rei Junot"

O Ramalhão é ainda o lugar preferido, o Ramalhão conventual e triste entre arvoredos veneráveis. É um casarão curioso com ar pachorrento de quem dirige indiferentemente num sítio admirável ou numa cloaca infame.

Frei João Bernardes

Frei João Bernardes

Pela serra de Sintra, onde murmura

A água, sob a verde ramaria,

(Na solidão, ausência da criatura,

Mas presença de Deus) ele vivia

Cabo da Roca

Cabo da Roca

Oh, a tarde sem fim, que olor e amor derrama

E que todo o meu ser de espíritos inflama

E, em seu adeus, me fala e, em seu adeus, me chama!

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2714-501 Sintra

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